Dia 9 – Estrada da Morte

Linha do tempo e de lugares do roteiro.

NONO DIA DE VIAGEM ⇒

A Death Road ou Estrada da Morte recebeu, na década de 90, o título de estrada mais perigosa do mundo pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento. Ela liga La Paz à região dos Yungas.

Muitos acidentes fatais acorreram nessa estrada na época em que era a única via para descer ao Yungas. Há alguns anos foi construída uma via alternativa, desde então poucos veículos se arriscam por essa via tão perigosa. De um lado da via encontramos o paredão da montanha. Do outro, precipícios de até 600 m de altura. Em alguns lugares o solo é bem molhado e barrento devido a água que cai da montanha e tem também as nuvens tapando a visão em alguns trechos.

Hoje em dia essa estrada é mais explorada por agências de turismo especializadas em passeios de bicicleta. Mas com certeza esse não é um passeio comum e não é para qualquer um. O percurso exige preparo físico, habilidade com mountain bike e coragem.

Death Road Bolívia

Estrada da Morte e seus precipícios.

Death road Bolívia

Trecho da Estrada da Morte – Bolívia.


A Descida

Death Road Bolívia

Preparando as bikes para a decida.

A descida  começa em La Cumbre, a 4.700 metros sobre o nível do mar e aos pés da montanha Huyaina Potosí. Ali recebemos as instruções de segurança, sinalização e dicas de como devíamos nos guiar pelas curvas da estrada mais perigosa do mundo.

São 64 km de estrada, sendo a primeira parte percorrida em uma rodovia asfaltada, muito inclinada e cheia de curvas, mas com pistas largas e um cenário maravilhoso. Os 22 km iniciais são percorridos em menos de uma hora, ao final desse trecho paramos no posto policial Unduavi onde cada pessoa precisa pagar 25 bolivianos (uma espécie de pedágio). Um pouco depois do posto policial chegamos à tão esperada Estrada da Morte, com pistas demasiadamente estreitas, que em alguns pontos possui apenas 3 metros largura. O risco de se machucar é real, os integrantes de nosso grupo eram bem jovens, e claro, todos queriam descer em velocidade maior, mas é preciso ter muito cuidado. Um dos rapazes de nosso grupo perdeu o controle em determinado trecho e se chocou com o paredão. Sofreu alguns cortes no braço, mas nada demais se pensarmos que do outro lado da estrada havia um precipício. 

O visual da estrada é mágico e a medida que a altitude vai diminuindo a temperatura vai aumentando e o cenário vai mudando aos poucos. Iniciamos a aventura no altiplano boliviano e depois de alguns quilômetros atingimos um terreno esverdeado com cheiro de Amazônia, conhecido como Yungas, a pré-selva amazônica. O ponto final do percurso de bike fica em Yolosa a 1.200 m de altitude. São aproximadamente 4 horas pedalando, porém a grande parte do percurso é descida, apresentando apenas alguns trechos planos. Além disso, somos acompanhados o tempo todo por uma van, que leva nossas mochilas e presta qualquer auxilio necessário, e dois guias de bicicleta.

É incrível, mas quando chegamos em Yolosa estava muito calor. Naquele momento eu entendi porque a agência sugeriu que levássemos biquíni. Durante o caminho nós fomos nos despindo de toda aquela roupa pesada de inverno e eu agradeci por poder sentir um pouquinho de calor depois de quase dez dias de muito frio.

Depois do trajeto de bike fomos levados a um hotel em Coroico para almoçar. O hotel nos disponibiliza também a piscina e um vestiário com chuveiro quente. Depois seguimos de volta a La Paz, mas de van é claro. Não quero nem imaginar o que seria voltar para La Paz de bicicleta.


ITINERÁRIO

7:00 – Café da manhã (fornecido pela agência em um café na rua Sagarnaga).

7:30 –  Saída da van que leva o grupo até La Cumbre (4.700 m de altitude).

8:30 – Em La Cumbre são dadas as instruções de segurança para a decida, vestimos o equipamento de segurança e ajustamos as bicicletas.

9:00 – Iniciamos a primeira parte da decida (aproximadamente 22 km de asfalto).

10:00 – Controle policial Unduavi (deve-se pagar 25 bolivianos por pessoa).

10:30 –  Iniciamos a segunda parte da decida (a chama Estrada da Morte).

11:30 – Parada para o lanche.

12:30 – Cerro rojo.

13:30 – Yolosa – Ponto de Chegada a 1.200 m de altitude.

14:00 – A agência nos leva a um hotel para almoço, banho e piscina.

15:00 – Volta a La paz de van direto pela estrada nova (3 horas de viagem).

18:00 – Chegada em La Paz.

Bolívia

Lá vamos nós.

Estrada da Morte Bolívia

Quedas de água na estrada.

Estrada da morte.

Mapa do percurso.

De volta em La Paz, compramos nossa passagem para Copacabana. Partiríamos no outro dia cedo, rumo ao Titicaca.


PREÇOS cifrao40x40

Passeio Estrada da morte: inclui café da manhã, lanche e almoço, além de bike com duplo amortecedor (400 bolivianos);

Pedágio: posto policial Unduavi (25 bolivianos).

Observação: os preços são referentes a maio de 2014 quando a taxa de câmbio estava 1 USD = 6,94 (casa de câmbio em La Paz).




DICAs dicaW40x37

  1. Para a primeira parte do percurso leve roupas quentes: calça, jaqueta e luvas;
  2. Para a segunda parte leve roupas leves;
  3. Outros itens recomendados: óculos de sol, protetor solar, roupa de banho para a piscina e repelente.

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